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São Januário, o santo do milagre da “liquefação do sangue”

19 SET 2017
19 de Setembro de 2017

O sangue do mártir São Januário é preservado há séculos dentro de um relicário em Nápoles, no sul da Itália.

O que torna essa relíquia particularmente peculiar é um milagre que se repete com grande frequência: a massa de sangue de São Januário sofre o fenômeno da liquefação.

O milagre

Nunca foi possível explicar o que acontece com o sangue do santo, que simplesmente se torna líquido em três ocasiões por ano:

  • no aniversário da transladação dos seus restos mortais para Nápoles (sábado anterior ao primeiro domingo de maio);
  • na sua festa litúrgica (19 de setembro);
  • no aniversário do milagre que protegeu a região de uma erupção do vulcão Vesúvio (16 de dezembro de 1631).

Nessas datas, em presença dos fiéis, o bispo (ou um sacerdote) apresenta a relíquia com o sangue diante da urna que contém a cabeça de São Januário. Ao se agitar o relicário, a massa de sangue se liquefaz, o sangue fica avermelhado e, às vezes, até borbulha. Então o bispo anuncia: “O milagre aconteceu!”.

Em 21 de março de 2015, o sangue de São Januário se liquefez nas mãos do Papa Francisco, mesmo fora das três ocasiões tradicionais em que o fenômeno costuma acontecer. Você pode conferir este momento registrado em vídeo: basta clicar neste outro artigo da Aleteia.

Quem foi São Januário

O padroeiro de Nápoles era bispo de Benevento durante uma das cruéis perseguições que se impuseram aos cristãos nos primeiros séculos da Igreja. Preso e torturado junto com um grupo de companheiros, foram todos lançados aos leões, que, no entanto, se limitaram a rugir sem sequer se aproximarem deles.

O grupo foi então acusado de magia e, depois de decapitados, os mártires foram enterrados perto de Pozzuoli no ano 305. Levadas para diversos lugares ao longo dos séculos, as relíquias de São Januário finalmente foram transladadas para Nápoles em 1497.

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