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Páscoa no Japão: semana de oração "pelos outros”

02 ABR 2018
02 de Abril de 2018

A iniciativa é do padre Andrea Lembo, superior regional do PIME no Japão e pároco da Igreja da Sagrada Família em Fuchu, com objetivo de "despertar a ideia da oração pelos outros, de informar-se sobre os outros", abrindo-se ao território, aos outros e “criar uma mente evangelizadora em nossas comunidades, a começar pelo clero”.

Colocar no centro a missão, abrir-se ao território, aos outros e “criar uma mente evangelizadora em nossas comunidades, a começar pelo clero”.

É o que disse em síntese em sua homilia proferida na Missa do Crisma, o novo arcebispo de Tóquio, Dom Tarcisio Kikuchi.

Quem conta à agência Asianews é o padre Andrea Lembo, superior regional do PIME no Japão e pároco da Igreja da Sagrada Família em Fuchu (região ocidental da Grande Tóquio).

 

Missão “pelos outros” é uma dimensão necessária 

Para padre Lembo, a missão voltada aos outros é uma dimensão necessária.

Em cada Domingo da Quaresma, a comunidade deu início a uma “semana de oração pelos outros”, sempre com um tema diverso, simbolizado por uma flor de papel que os fiéis recolhiam dos cestinhos colocados no fundo da igreja, para levá-los na semana sucessiva e fixá-los na cruz.

 

Oração pelos refugiados e necessitados

 “O I Domingo de Quaresma coincidia com a visita de uma irmã que desde 2011 é voluntária em Fukushina – explica padre Lembo. Assim, rezamos pelos voluntários do mundo, que assistem às pessoas em dificuldades, para que o Senhor dê força a eles”.

“No II Domingo – continuou o sacerdote – rezamos pelas vítimas de catástrofes naturais. No III, por aqueles que seriam batizados na Vigília Pascal. No IV, rezamos pelos refugiados, e em particular pelas crianças. Por fim, no V domingo, rezamos pelos doentes e pelas pessoas necessitadas”.

 

Crucifixo coberto de flores

 “Deste modo, na Ressurreição do Senhor, recordaremos que também nós colaboramos, ajudando a carregar as cruzes que existem no mundo. Durante a Vigília Pascal, o crucifixo será inteiramente recoberto de flores”, explicou.

“É uma atividade simples, para despertar a ideia da oração pelos outros, de informar-se sobre os outros. Por isto, a cada semana, eu distribuía artigos sobre os temas pelos quais rezaríamos. Não são somente as estatísticas dos migrantes, mas também belas histórias dos migrantes que voltaram a viver graças à acolhida que tiveram”, explicou o sacerdote.

 

Participação dos jovens

 “Tomaram parte neste percurso também os jovens, a quem pedi para serem os “animadores” destas celebrações”, revela padre Lembo.

A esperança do missionário, é atingir o maior número possível de pessoas, e para isto escolheu substituir a Missa da noite do segundo sábado do mês, pela oração de Taizé [a comunidade fundada pelo Irmão Roger em Taizé, na França], animada com música pelos jovens.

“Justamente para dar um espaço mais amplo, porque a Missa, se tu não és católico, é difícil de entrar, enquanto a oração de Taizé é intuitiva, fácil, repete um versículo do Evangelho cantando; é muito meditativa, tem um amplo espectro para aproximar as pessoas da Igreja, de Jesus”.

 

Ajuda aos sem-teto e indigentes

 Foram os jovens, de fato, a animar a Missa da Ceia do Senhor na noite da Quinta-feira Santa e a adoração da Santa Cruz na Sexta-feira, com os cantos de Taizé, usando os mesmos instrumentos musicais das orações dos meses anteriores.

“No dia de Páscoa, abençoarei os ovos, e os distribuiremos. Este ano pedi à comunidade para abrir-se ao território, tenho fiéis que ajudam os sem-teto e as famílias pobres. Disse a eles: compremos muitos ovos e entre a tarde do dia de Páscoa, a segunda e a terça-feira – quando farão os turnos de voluntariado – levemos um cartão simples, com as felicitações e a explicação do que é a Páscoa, dando cinco ou seis ovos por família. Será um sinal da nossa abertura ao território de Fuchu, com as pequenas coisas que podemos fazer”.

(Asianews)

Fonte: Vaticano News 

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